Quando uma campanha não traz vendas, a primeira reação costuma ser mexer no anúncio: trocar a imagem, reescrever o texto, testar outro público. Às vezes funciona. Na maioria das vezes, o anúncio estava fazendo o trabalho dele, que é levar a pessoa certa até a próxima etapa. O que quebra vem depois.
Olhe o caminho inteiro
Uma venda vinda de anúncio passa por pelo menos quatro momentos: a pessoa vê o anúncio, clica, chega numa página e decide falar com você (ou comprar). Cada passagem perde gente. O trabalho é descobrir em qual delas a perda está fora do normal.
- 01.Anúncio: as pessoas clicam? Se quase ninguém clica, o problema é mensagem ou público.
- 02.Página: quem chega fica e rola? Se sai em segundos, a página não continua a conversa do anúncio.
- 03.Contato: quem se interessa consegue falar com você sem esforço? Formulário longo e WhatsApp que demora a responder derrubam tudo.
- 04.Fechamento: o comercial sabe de onde veio o lead e o que ele viu?
A oferta vem antes da mídia
Tráfego pago amplifica o que já existe. Uma oferta confusa, cara demais para o público ou parecida com a de todos os concorrentes vai continuar confusa, só que para mais gente. Antes de investir, vale responder em uma frase: por que alguém escolheria você e não a alternativa mais óbvia?
“Mídia não conserta oferta. Ela só faz a oferta chegar mais rápido a quem vai dizer sim ou não.”
A página precisa continuar a conversa
Se o anúncio promete um orçamento em 24 horas, a página precisa repetir essa promessa no topo, explicar como funciona e mostrar o botão sem que a pessoa precise procurar. Página institucional genérica, com menu e dez caminhos diferentes, dispersa quem chegou com uma intenção clara.
Meça o que importa para o negócio
- Custo por contato qualificado, e não só custo por clique.
- Quantos contatos viram proposta e quantas propostas viram venda.
- Tempo médio de resposta ao lead.
Com esses números na mesa, a conversa sobre verba fica muito mais simples: você sabe quanto custa trazer um cliente e quanto ele deixa no caixa.